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domingo, 21 de dezembro de 2008

Um amor abstrato.


A moça entra na sala e vê o cavalheiro.
o moço tem o coração a sair-lhe pela boca, os olhos não lhe pertecem mais, são dela, só dela!
Ela com a graça da mulher que precisa antes de tudo ser conquistada, fingiu não tê-lo visto, corre para seu quarto e começa a imaginar-se dançando com ele, em um jardim, tão colorido que os dois tornam-se cores também, amam de forma tão harmônica que tornam-se parte da paisagem, acabando por virem parar em um quadro abstrato, belíssimo, pendurado na sala de meu apartamento, não se sabe ao certo seu autor, mas está pintura já esteve a me salvar de muitos momentos estranhos em minha vida, me colocava a imaginá-los dançando em circulos, abraçados ,sentindo a respiração um do outro, entregando-se em beijos apavorados de tanto amor, isso me abria um sorriso daqueles que só se dá quando se descobre um tesouro, e eu descobrira o meu, , como por obra de feitiçaria o quadro se tornara essencial à mim, achei-o numa galeria abandonada , em Amsterdã, briguei com Fred , e tive um impulso de ir observar o quadro, mas não quis olhá-lo, ele parecia me repreender, pensei que talvez Fred não merecia, hoje sei que realmente não merecia mesmo, Eduardo vem as três e estou olhando o quadro nesse instante que o espero, por sua causa , lembrando aqui nesse sofá de nós e do casal que de tanto amor se fundiram em cores, viveram de um amor quase fingido, mas sentido, implorado, um amor que só há em meus sonhos, mas que posso sentir aqui.

1 comentários:

RivaEscrita disse...

Visitei tua página e tive uma feliz surpresa. Parabéns pelos sentimentos e emoções tão belas. Felicidades.